Os rumos de 2019 para o varejo brasileiro

Medidas importantes como reformas da Previdência e tributária estão para serem aprovadas, o que faz com que a retomada do crescimento seja observada de forma significativa. A tendência é de que o brasileiro se sinta mais confiante e com maior disposição para consumir.

Desde que foi eleito em outubro de 2018, Jair Bolsonaro deu passos que indicavam a direção que ele pretende seguir nos próximos quatro anos no governo brasileiro. De imediato, se mostra muito favorável à reforma da Previdência, como uma medida necessária para a redução nos gastos públicos.

Outra medida que está para ser implantada, é a reforma tributária. A ideia seria reformar o sistema atual e criar um modelo mais simples para as empresas e para as pessoas, para que se possa saber quanto realmente se paga de impostos, para onde eles vão e de que maneira são utilizados, além da redução da taxa de juros, o que faz com que se crie um ambiente em que os empresários se sintam mais seguros e recuperem o ânimo para investimentos. Como consequência desse provável cenário de mudanças, a tendência é de que o brasileiro, em geral, se sinta mais confiante e com maior disposição para consumir.

Diante desse cenário, o varejista precisa estar atento às tendências atuais de comportamento de compra para investir corretamente e se manter alinhado aos desejos do consumidor.

Um caminho que deve ser trilhado em 2019 é criar ambientes cada vez mais completos e diversificados, em que seja possível encontrar produtos ou serviços de segmentos complementares em um mesmo espaço.

O atual consumidor também é altamente seletivo, faz uso da tecnologia para pesquisar preços e vantagens. Ele pesquisa on-line, experimenta no canal físico, mas efetua a compra pelo celular, por exemplo. Como consequência natural da fluidez entre os canais de pesquisa e compra, o ponto de venda (PDV) está mudando para ser um ponto de relacionamento. Os vendedores não devem ser treinados apenas para vender, mas, sim, para atender, explicar e tirar dúvidas. Mais do que promotores de venda, devem atuar como facilitadores. “Ter uma profissional com conhecimento, que ofereça informações de uso e saiba indicar quais os produtos mais adequados, sem a intenção de ‘empurrar’ mercadoria, certamente traz um ganho nas vendas. Quando se tratam de produtos de beleza, a consumidora só se sente segura de comprar sem orientação se for um item de reposição, que ela já consome”, lembra a professora e colaborados do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), Tereza Cristina Zanon.