Mulheres: público-alvo do varejo brasileiro

Cuidados com pele e cabelo são particularidades que fazem parte do perfil das brasileiras

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, vale a pena refletir sobre a importância que esse público ganhou no varejo Acompanhe, a seguir, algumas características e preferências desse público:

  1. Elas são a maioria no Brasil
    Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres já são a maioria no País. A população brasileira é composta por 51,6% de mulheres e 48,4% de homens.
  2. Consumo pela vaidade
    De acordo com uma pesquisa da Nielsen, sobre o comportamento de consumo da mulher brasileira, o grupo de mulheres que classificado como “vaidosas” representa 36,4% da população feminina e gasta 48% acima da média das mulheres com produtos de cuidado pessoal, com uma frequência 17% maior. Elas têm de 19 a 35 anos de idade e estão localizadas, principalmente, no Nordeste, Leste e na Grande São Paulo. Costumam comprar mais no meio da semana e, de preferência, nos canais porta a porta, perfumaria e farmácia. Ela também pode ser engajada por promoções bem efetuadas, levando, por exemplo, um xampu maior com um condicionador menor. Neste caso, acredita que o xampu acaba mais rápido, então, consegue perceber o custo benefício desse tipo de embalagem. Por questões de desembolso, esses kits são mais importantes para os níveis socioeconômico mais altos.
  3. Influenciadores nas compras
    É importante também refletir sobre quais são os maiores influenciadores desse público na hora das compras. Nesse sentido, segundo indica o estudo “O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras”, do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Lojistas (CNDL), pouco mais da metade das brasileiras (64,8%) admite que já mudou seu hábito de compra por causa das redes sociais. Dessa forma, o fato de acompanhar posts, dicas e comentários teve algum efeito sobre o cotidiano e comportamento de consumo dessa mulher, fazendo com que ela passasse a comprar produtos sugeridos ou mudasse algumas práticas do dia a dia.
  4. Cuidados com os cabelos
    Segundo revela pesquisa encomendada pela Head&Shoulders, 61% das mulheres se preocupam muito com a saúde do cabelo e 86% consideram importante cuidar do couro cabeludo. Para 85% das entrevistadas, o cabelo é um fator determinante na autoestima e, para 61% delas, é importante cuidar dos fios, primeiramente, para que fiquem saudáveis e, em segundo lugar, para que fiquem bonitos. O estudo também indica que 40% das mulheres cuidam do cabelo de duas a três vezes por semana e que entre os produtos mais usados estão os cremes hidratantes/máscaras (81%); os xampus específicos para as necessidades dos cabelos (75%); os leave-in/cremes para pentear (54%); e os xampus para cuidados com o couro cabeludo (50%). Das respondentes, 32% avaliam seus cabelos com pontas secas e raiz oleosa; e 18% acham seu cabelo como oleoso.
  5. Atenção com a pele
    A maioria das mulheres (94%), de 30 a 60 anos de idade, têm algum sinal na pele do rosto que as incomoda, segundo indica a pesquisa do IBOPE Inteligência, encomendada pela Imedeen. Quando questionadas sobre qual seria esse sinal, as linhas de expressão foram apontadas por mais da metade das mulheres, 56%. As entrevistadas não tiveram problemas em assumir a idade, 96% dizem a verdade quando são questionadas, mas duas em cada três mulheres têm medo que a pele do rosto envelheça. Além disso, 48% afirmam se sentir inseguras, às vezes, até feias. O levantamento mostrou, ainda, que 52% delas começam a sentir as mudanças na pele do rosto a partir dos 30 anos e, quando os sinais começam a aparecer, 70% das mulheres afirmam ter mudado sua rotina. Para facilitar o dia a dia, 94% delas buscam praticidade e, ainda, mais da metade das mulheres (66%) dizem dedicar, em média, 15 minutos por dia nos cuidados com a pele do rosto. Além disso, a pele do rosto foi associada à saúde e bem-estar por 43% das entrevistadas que participaram da pesquisa.
  6. Preocupação com a saúde
    Também vale reforçar o esforço que esse público faz para cumprir dupla ou tripla jornada, conciliando, muitas vezes, trabalho, estudos e família. Assim, é fundamental que as mulheres estejam com a saúde em dia. Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), em conjunto com o IBGE, em apontou, por exemplo, que 71,2% dos brasileiros haviam se consultado com um médico pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à entrevista. Entretanto, quando o recorte do estudo avalia homens e mulheres separadamente, essa porcentagem sobe para 78% entre elas, e cai para 63,9% entre eles.
  7. Valorização do bom atendimento
    O atendimento personalizado pode fazer uma grande diferença nas vendas da categoria de Higiene e Beleza (H&B), segundo afirma a diretora da Mind Shopper, Alessandra Lima. “Focado em produtos de alto desembolso e baixa penetração (poucas pessoas conhecem seus benefícios e o desembolso é alto quando comparado com os demais produtos), uma atendente que tenha expertise na categoria, nos produtos e seus benefícios, certamente ajudará muito na conversão das vendas”, diz, fornecendo exemplos de algumas ações que podem ser realizadas e agregam valor para esse serviço. “Vale promover ações como diagnóstico de pele/cabelos ou disponibilizar um profissional para maquiagem em momentos em que a loja tem maior movimento. Isso ajuda a gerar interesse pelas shoppers e, claro, a vender mais”, aposta.

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