Empreender na direção certa

Dar os passos corretos e no momento mais adequado é fundamental para que a abertura de uma nova loja seja uma empreitada bem-sucedida

A expectativa é de que o ano de 2019 seja de retomada de crescimento econômico. O cenário otimista pode animar lojistas a investir na abertura de uma nova unidade. Mas para que o sonho de expansão não se torne um pesadelo, é preciso agir com cautela e estratégia. E como, afinal, ter certeza de que é a hora certa para expandir? Em primeiro lugar, antes de partir para uma nova empreitada, é preciso ter certeza de que todos os processos na primeira unidade estão muito bem implementados.

Para ter maior firmeza ao decidir partir para uma expansão, a decisão deve levar em consideração três pontos principais, segundo a líder da área de Execução da Nielsen Brasil, Mayane Soares. “Tendência do canal em que a loja atua, sinais de saturação dos canais e estratégia da bandeira. Conectar as tendências macro dos formatos de loja ao objetivo de longo prazo da sua bandeira é um dos caminhos para um desenvolvimento sustentável. Não ser apenas reativo às tendências, mas também garantir que todas suas ações estão engajadas à imagem da bandeira.”

Depois da avaliação macro do cenário em que a loja se situa, é hora de pensar no local ideal para abrir a nova unidade. Mais uma vez, é preciso considerar alguns aspectos-chave, como cenário competitivo da região/local; perfil de consumidores; e pontos de interesse para avaliação do fluxo de pessoas da região.

Outro grande desafio de expansão de lojas é garantir que a execução do PDV esteja ocorrendo conforme o planejado em todas elas. Para isso, é essencial saber quais são as métricas mais importantes para alavancar sua performance para otimizar tanto os esforços de investimento como os de execução, tornando seu plano tático mais eficiente.

Essas métricas podem se diferenciar por região, por tamanho de loja e por sortimento de produtos trabalhados em cada uma delas. “Por isso, é importante ‘personalizar’ o plano para cada uma das lojas. O consumidor do Sul valoriza ações diferentes do consumidor do Norte. Mas não é só isso: o consumidor do Tatuapé (Zona Leste de São Paulo) pode valorizar ações diferentes do consumidor do Jabaquara (Zona Sul). O macro é tão importante quanto o micro nesta situação”, lembra Mayane.