Coronavírus: pandemia deve trazer uma nova crise econômica?

Com a doença, especialistas de mercado estimam queda no PIB
mundial

O avanço do novo coronavírus (Covid-19) já deixou muitas incertezas na
conjuntura econômica global. A cada dia que passa e a cada país atingido pela
confirmação do vírus, aumenta-se a preocupação com as cadeias globais de
suprimento, mercado financeiro, comércio, faturamento das empresas e
perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
No mercado financeiro, por exemplo, a disseminação do coronavírus já deixa
sinais claros de preocupação. No dia 12 de março último, o Ibovespa
despencou 14,78%, a 72.582 pontos, o patamar mais baixo desde 28 de junho
de 2018 (71.766 pontos), após duas interrupções das negociações ao longo da
sessão. Esta também foi a maior queda diária desde 10 de setembro de 1998,
quando a bolsa despencou 15,82%, e o mundo lidava com os efeitos da crise
da Rússia.
O doutor em Economia Aplicada, André Martins de Almeida, afirma que,
embora, neste momento, não exista como efetivamente mensurar os impactos
do coronavírus, especialistas da área econômica já revisam para baixo o
crescimento do PIB mundial. “Se antes tínhamos uma previsão do PIB mundial
em 3,1% para este ano, hoje a expectativa é de que não chegue ao patamar
dos 3%”, contou Almeida.
Ainda que o novo coronavírus tenha deixado sinais negativos e incertezas na
economia mundial, o economista acredita que ainda é cedo para pensar em
uma grande recessão econômica. Mesmo porque não se sabe, ao certo,
precisar a “amplitude” aqui no Brasil.
“Por ora, o que se observa é um movimento das principais economias do
mundo no sentido de monitorar de perto a disseminação do coronavírus e de
se antecipar a uma possível recessão econômica por meio de políticas
macroeconômicas anticíclicas (monetárias e fiscais)”, comenta.
Crise traz oportunidades
Embora o cenário de pandemia preocupe, no varejo, é importante estar atendo
às oportunidades. Afinal, especialistas da área da saúde reforçam em todas as
divulgações por meio da mídia que o álcool em gel é fundamental para a
prevenção, principalmente em espaços públicos.

De acordo com a Ebit|Nielsen, as vendas on-line de gel antisséptico
higienizador de mãos cresceram quatro vezes em fevereiro na comparação
com janeiro deste ano. Assim, superando o faturamento de R$ 1 milhão no
período.
O desempenho do item “álcool de limpeza” também foi expressivo neste
período. A expansão em fevereiro foi de 25% na comparação com janeiro e
duas vezes maior em relação a dezembro do ano anterior. Neste caso, o
faturamento total também ultrapassou R$ 1 milhão.