Consumidor está apto para gastar mais

Estudo da Nielsen revela que brasileiro está disposto a recuperar hábitos de compra que haviam sido deixados de lado

Os gastos com categoria de bens de consumo, chamadas pela Nielsen de Fast Moving Consumer Goods (FMCG), cresceram 8,4% entre 2016 e 2017, e devem seguir nesse ritmo.

Mais aliviado, o brasileiro voltou às compras. Enquanto em 2016, 42% dos lares trocaram de marca para economizar, no fim de 2017, apenas 35% estavam dispostos a comprar itens mais baratos. Para compensar e equilibrar o orçamento, os brasileiros preferem reduzir a alimentação fora do lar e gastos com vestuário e bens duráveis, segundo o Estudo 360º Consumer View da Nielsen, realizado em 8.400 lares.

Devido a preocupação com a manutenção de um status já conquistado, eles gastam 13% a mais do que a média brasileira. O estudo também identificou que há famílias que sofrem reflexos das dificuldades do País há dois anos, mas conseguiram retomar o poder econômico e estão novamente interessadas em consumir. Em sua maioria os lares de nível socioeconômico C (54,4%), sem crianças (50,2%), com famílias de três a quatro membros (49,1%).

“Com a crise, o consumidor aprendeu a planejar suas compras, economizar por meio de gerenciamento de seus gastos, fazer opções inteligentes quanto à escolha de produtos e canais”, diz o especialista em entendimento do consumidor da Nielsen, Ricardo Alvarenga. Cerca de 23% dos lares analisados pela Nielsen declararam que pretendem voltar a comprar marcas mais caras.